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'Nego Diu' é condenado a 137 anos em Sumaré

Sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O Tribunal do Júri condenou a 137 anos de prisão Adilson da Silva Braga, de 45 anos, conhecido como "Nego Diu". Ele é acusado de planejar o ataque ao 3º Distrito Policial de Sumaré, em março de 2002, quando os investigadores Carlos Roberto de Oliveira e José Luiz Machado foram assassinados.

A pena também é referente à tentativa de homicídio contra um outro agente policial que sobreviveu a 11 tiros e vive sob proteção da Justiça. Além desses crimes, o réu foi condenado também por formação de quadrilha, roubo e pela explosão do prédio.

O réu foi denunciado como um dos responsáveis por planejar a ação criminosa juntamente com José Márcio Felício, o "Geleião", e Gilberto de Oliveira Filho, o "Bilica". O ataque ao distrito policial foi executado por Alexandre Cardoso da Silva, o "Bradock", que foi condenado em março deste ano a 132 anos de prisão. Além dele, participaram do atentado Manoel Alves da Silva, conhecido como "Sasquati", e Abílio Fidélis Dias Júnior, conhecido como "Magrão".

O ataque ocorreu aos dez minutos da madrugada de 16 de março de 2002 na unidade policial que ficava às margens da Rodovia Anhangüera (SP-330). Preso na Penitenciária 2 de Guaíra, o seu julgamento contou com reforço do policiamento no entorno do Fórum, porém, com menor efetivo de policiais, na comparação com o aparato empregado pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) no julgamento de Bradock, que contou, inclusive, com apoio do Helicóptero Águia, da Polícia Militar.

Braga participou da organização do ataque quando estava preso na Penitenciária de Iaras. Na época, ele fazia parte da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e recebia as ordens dos chefes e as retransmitia aos executores. O julgamento de ontem começou às 9h e terminou por volta das 19h, quando o juiz Aristóteles de Alencar Sampaio anunciou a sentença.

Bradock

Em 28 de março passado, o Tribunal do Júri de Sumaré condenou a 132 anos e quatro meses de prisão Alexandre Cardoso da Silva, de 30 anos, o "Bradock". Essa pena é referente a seis crimes a ele imputados, entre eles, duplo homicídio e três tentativas de homicídio, ocorrida em março de 2002. O ataque fez parte de uma série de atentados planejados pelo PCC contra as unidades de segurança em todo o Estado de São Paulo e seus integrantes. O atentado, conforme apurado no processo, foi uma represália à "Operação Castelinho", como ficou conhecida a ação policial, ocorrida em 28 de fevereiro de 2002, na Rodovia Castelo Branco, em Sorocaba. A ação resultou na morte de 13 homens ligados ao PCC.


Fonte: Liberal.com | link da notícia



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